Participação da comunidade no reservatório de Volta Grande (clube Ubatã).



      
Participação da comunidade na cidade de Ibiá – Reservatório de Nova Ponte.



      
Participação da comunidade na cidade de Ibiá, detalhe do “peixeduto”    – Reservatório de Nova Ponte.



     
Participação da comunidade na UHE de  São Simão.



       
Peixamento técnico no Reservatório da UHE de  Miranda.

         A Estação de Piscicultura Volta Grande possui 107 tanques que perfazem uma área total de lâmina d’água de 66.240 m2. A lâmina d’água restante constitui uma lagoa de decantação (Lago 1) que recebe todos os efluentes gerados nos tanques restantes. Para a reprodução artificial das espécies de piracema, a estação conta com um laboratório de reprodução, com 12 aquários com capacidade de 2.000 litros e 18 incubadoras de 200 litros cada.

         A Piscicultura conta também com 2 laboratórios de larvicultura de siluriformes, cada um com 12 caixas de 500 litros. Anexo ao laboratório de reprodução existe o laboratório de qualidade de água. Nestes laboratórios estão diversos equipamentos usados para a análise de água dos tanques de piscicultura, dentre eles, microscópios, lupas, espectofotômetro, etc.

          O laboratório conta ainda com uma sala para armazenagem de produtos químicos.
O programa de peixamento coordenado pela Estação de Piscicultura Volta Grande abrange atualmente 6 reservatórios nas bacias dos rios Grande (Volta Grande e Jaguara), Araguari (Nova Ponte e Miranda) e Paranaíba (Emborcação e São Simão).

         O repovoamento das bacias dos reservatórios segue cronograma definido no início da safra. Cada reservatório possui um número mínimo de alevinos que deverão ser reintroduzidos, caracterizando uma meta que deve ser cumprida pela Estação de Piscicultura. Na maioria dos peixamentos organizados pela Piscicultura ocorre a participação da comunidade local, representada por autoridades e alunos de escolas públicas e particulares.(fotos de 1 a 8). O público assiste a uma breve palestra sobre meio ambiente e piscicultura no local do peixamento e participa ativamente na soltura dos alevinos.

         A produção da Estação de Piscicultura Volta Grande não se restringe aos seus 107 tanques. A cada ano são formadas parceiras com produtores rurais da região que recebem da CEMIG um número definido de larvas de peixes e se responsabilizam por devolver para a empresa a metade de sua produção para a realização de peixamentos.



Tabela 1 - Relação do número de peixes e biomassa total peixados
em cada Reservatório atendido pela EAVG no ano-agrícola de 2010-2011



Dados
Emborcação Jaguara Miranda Nova Ponte São Simão Volta Grande Coorporativo
Número de peixes 1045 36681 1040 2786 9814 1480 486
Biomassa
(Kg)
522,26 729,30 506,26 1436,08 2579,91 784,21 154,64



Tabela 2 - Biomassa total peixada por reservatório atendido na safra 2010-2011

Emborcação

Jaguara

Miranda

Nova Ponte

São Simão

Volta Grande

Coorporativo

Peixado

522,26

729,30

506,26

1436,08

2579,91

784,21

154,64

Meta

500,00

500,00

500,00

1400,00

1600,00

1300,00

200,00



Na safra 2010-2011 superou-se a meta estabelecida anteriormente
que era de 6.000 kg, sendo que foram peixados 6.712,7 kg.


            O reservatório da UHE de Volta Grande foi o único que foi atendido parcialmente, não sendo possível o cumprimento da meta estabelecida inicialmente. O pactuado era de 1.300 Kg e foram atendidos 784,21 Kg. No entanto, todos os outros reservatórios superaram o que havia sido pactuado antecipadamente.


Resultados de biomassa peixada, em kg, na safra 2010-2011.

Curimba

Pacu

Piau

Piracanjuba

Dourado

Pintado

Jaú

Piapara

Peixado

503,8

4.965,9

78,7

1.181,73

4,56

0

0

0




Biomassa das espécies peixadas ao longo da
safra 2010-2011 nos reservatórios atendidos pela EAVG.



Dentre as cinco espécies peixadas na safra de 2010-2011, a espécie pacu manifestou a maior biomassa
peixada (4.965,9 Kg), sendo seguida pelas espécies piracanjuba (1.181,73 Kg) e curimba (503,8 Kg).



Médias de peso (g) das espécies peixadas na safra de 2010-2011.




Média de comprimento (cm) das espécies peixadas

            Conforme indicado nos gráficos anteriores (figuras 3 e 4), procurou-se realizar solturas de indivíduos com comprimento total (entre 16,14 cm e 33,9 cm) e peso (entre 104,7 g e 660g), consideráveis. 

            A justificativa para tal procedimento está em proporcionar um aumento na possibilidade de sobrevivência desses alevinos no ambiente de soltura.

           Isto significa dizer, que quanto maior as dimensões dos alevinos soltos, menor a chance de serem predados por espécies predadoras nativas e exóticas presentes nos reservatórios e nos locais de soltura.


ESPÉCIES TRABALHADAS NA EAVG – CEMIG

            As espécies trabalhadas na Estação de Piscicultura Volta Grande são as seguintes:

Digitalizar0005
Foto 11 - Brycon orbygnianus (PIRACANJUBA)



Foto 12 - Salminus maxillosus (DOURADO)



Foto 13 - Pseudoplatystoma coruscans (SURUBIM)


Digitalizar0002
Foto 14 - Zungaro jahu (JAÚ)



Foto 15 - Prochilodus lineatus (CURIMBA)


Digitalizar0004
Foto 16 - Piaractus mesopotamicus (PACU)


Digitalizar0003
Foto 17 - Leporinus elongatus (PIAPARA)



Foto 18 - Leporinus fridericci (PIAU)


-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

1- Justificativa da escolha dessas espécies:

            Quanto à reprodução de peixes, nós podemos dividir em dois grupos: aqueles que se reproduzem em águas paradas (LÉNTICOS) e aqueles que para se reproduzirem precisam migrar, subindo o rio, são os chamados peixes de piracema (LÓTICOS).  

            Todas as espécies trabalhadas na EAVG, por se tratarem de espécies lóticas, tiveram o seu ciclo reprodutivo natural afetado negativamente pelo barramento dos rios aonde se reproduzem. Este efeito negativo é consequência da interrupção da rota migratória destas espécies, conhecidas como espécies de piracema, rio acima, essencial para induzir a maturação final de suas gônadas e concluir o seu ciclo reprodutivo.

Desta forma, a continuidade destas espécies no ambiente natural se tornou totalmente dependente da intervenção humana, através do desenvolvimento de técnicas artificiais para a indução de sua reprodução, e o posterior repovoamento de córregos, rios e reservatórios com seus alevinos.

             Outro fator que pesou na escolha dessas espécies diz respeito a sua importância pesqueira.